Tuesday, 09 March 2010 15:00    PDF Print E-mail
Participei Por Isso Testemunho

Este é o titulo que da nome a mais recente obra do escritor jornalista e antigo combatente da luta armada de libertação de Moçambique, Sérgio Vieira. A cerimónia de lançamento teve lugar segunda-feira, 8 de Março, no Centro de Conferências Joaquim Alberto Chissano.

Participei Por Isso Testemunho é uma obra literária que contem testemunhos de factos que relatam a historia do país desde o período da independência até os acordos de Roma. O livro contém mais de 150 páginas, capa feita pelo consagrado artista Naguib e o seu prefácio foi escrito por Luís Bernado Honwana e o Dr. Almeida Santos.

Como não podia deixar de ser, grande parte dos presentes nesta cerimónia de lançamento foram os “camaradas” de convivência e vivência de Sérgio Viera, figuras incontornáveis na história política do país estiveram presentes. O presidente Joaquim Chissano, General Alberto Chipande o primeiro-ministro Aires Aly e o escritor Luís Bernardo Honwana compunham o painel de honra escolhido pelo anfitrião. Chamado a intervir, o General Alberto Chipande, disse que esta obra integra-se nas resoluções do 9º congresso do partido Frelimo, pois neste congresso foram chamados todos antigos combatentes a escreverem suas memórias para posterior publicação pois desta forma o povo moçambicano no seu todo terá a oportunidade de ter conhecimento da história do país contada na primeira pessoa pelos seus intervenientes. Na qualidade autor do prefácio da obra, Luís Bernardo Honwana, distancio seu discurso do conteúdo da obra, pois, segundo suas palavras corria o risco de repetir-se, Honwana falou da importância da publicação de obras como esta e da necessidade que existe delas chegarem ao público-alvo, que na sua opinião são o povo, povo este que não tem poder de compra pelo facto destas obras custarem mais do que estes podem pagar.

Por sua vez o autor da obra, Sérgio Vieira, fincou a necessidade de mais obras deste género virem a público, pois são o alicerce da história de um povo. Vieira disse ainda que a escolha de 8 de Março como data do lançamento do seu livro não foi a calha, o escritor diz que foi com o propósito de incitar na geração de 8 de Março a vontade publicar livros retratando aos factos que marcaram aquela época, porque na sua opinião todos moçambicanos divididos pela suas épocas devem escrever suas memórias.

De recordar que esta é mais uma obra lançada sobre a chancela da jovem editora moçambicana Ndira que recentemente viu uma das suas publicações receber o premio Leya na edição de 2009 na mão do escritor Paulo Borges Coelho.

 

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