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| Mozambique meu corpus quantum |
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Este é o titulo que da nome a 3ª obra do, actor, jornalista e sociólogo Filimone Meigos que teve a cerimonia de lançamento quinta-feira última, 25 de Fevereiro, no espaço cultural da Associação Kulungwana. Numa cerimónia marcada pela presença da nata intelectual moçambicana, bem como de muitos “curiosos” das artes e letras, o lançamento de Mozambique meu corpus quantum foi mais do que um simples lançamento, foi um momento de diversidade cultural onde vários artistas das diversas áreas culturais tiveram a oportunidade de participar e animar a solenidade, casos como Tânia Tomé, Isau Meneses, Lucrécia Paco e muitos outros marcaram sua presença. “É uma honra editar uma obra de um artista com o gabarito de Filimone Meigos” foram estas palavras que Nelson Saúte, director executivo da Marimbique, usou para manifestar o seu contentamento por esta obra sair com o selo desta editora. Jorge de Oliveira, secretário-geral da Associação dos Escritores Moçambicanos, caracterizou Meigos como um autor que dá passos certos com muita segurança, realçou ainda o facto de o autor de Mozambique meu corpus quantum se ter iniciado como poeta e hoje apresentar-se como sociólogo e mesmo assim nunca descorar do seu eu, contribui grandemente para acreditarmos que esta obra é um sucesso. Mozambique meu corpus quantum tem 156 paginas e tem o prefácio escrito por Francisco Noa, a sua apresentação foi feita pelo Professor Dr. Nataniel Ngomane, que a assume como uma obra não comum, uma das razões que sustentam sua analise é o facto de a poesia e a filosofia construírem juntos os textos desta obra, outra constatação de Ngomane é o facto de o autor ter construído Mozambique meu corpus quantum por actos, como se de uma peça teatral se trata-se. No decurso da apresentação da obra, Ngomane afirmou que Francisco Noa escreveu um prefácio que da pistas certas de como ler este livro, disse ainda que o encanto que a obra possui permite ao leitor manter a leitura mesmo que por vezes se depare com passagens onde nada entende. Por sua vez, Meigos disse que aquela obra era mais uma das suas contribuições para a construção da sociedade moçambicana, antes de surpreender a tudo e todos, quando convidou o seu amigo e conterrâneo Isau Menezes para juntos interpretarem “Ngira ya Bera, uma canção popular da província de Sofala, Meigos disse que o papel dos intelectuais é o de esclarecer e desfazer equívocos, pois só deste modo puderam ser dignos do epíteto “intelectual”, só assim Mozambique terá seu motor a funcionar em pleno, e não em relatim, só assim seremos cidadãos activos, efectivamente. De recordar que Filimone Meigos é beirense, nasceu a 4 de Março de 1960, é doutorado em Sociologia, e dentre várias funções foi professor secundário, jornalista, comissário político nas Forças Armadas de Moçambique, foi secretário adjunto da AEMO e no momento é director da Escola Superior de Ciências Sociais. Das obras já publicadas constam Poema & Kalach in Love, pela AEMO, Globatinol ou garimpeiro do Tempo, pela Impressa universitária e por último Mozambique meu corpus quantum editado pela Marimbique.
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